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domingo, 25 de novembro de 2018

BAOBA Ilha de Paquetá

Maria Apolinária era uma escrava e sempre dizia que marcaria essa história. Que quando morresse pediria aos seus orixás para que providenciassem uma forma qualquer de deixar enraizado em nossa Ilha essa lembrança da África negra, que se não era reconhecida no nome das ruas, das praças, e dos monumentos, de alguma forma o seria pela própria Natureza de Paquetá.
     E assim realmente aconteceu: numa manhã de primavera, a rede de Maria Apolinária na senzala da casa do seu dono português amanheceu vazia... e ninguém nunca mais viu Maria - a "Gorda"... mas alguém notou que nesse mesmo dia, em frente à casa onde morava Maria, apareceu um arbusto que nunca existira em Paquetá e, ainda mais, que ao contrário do que sempre ocorre, este era um exemplar solitário, diferente do que costuma acontecer no seu local de origem: as savanas da África.
     E dizem que no mesmo dia em que Maria Apolinária morreu a Maria Gorda nasceu fincando assim raízes profundas da África em Paquetá.

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